ESG

16 de julho de 2025

Por que investir em ESG é essencial para o futuro das organizações

Entenda como a agenda ESG se tornou uma exigência estratégica para empresas que querem crescer com responsabilidade.

Vivemos em uma era em que propósito, responsabilidade e sustentabilidade deixaram de ser temas periféricos para se tornarem centrais na estratégia das organizações. O conceito de ESG (sigla para Environmental, Social and Governance: Ambiental, Social e Governança) representa essa virada de chave. Não se trata apenas de uma tendência passageira, mas de uma profunda transformação no modo como empresas se posicionam, operam e se relacionam com o mundo.

Empresas que adotam práticas ESG mostram que compreendem o papel que exercem na sociedade, no meio ambiente e na economia. Mais do que reduzir riscos e melhorar a reputação, esse investimento representa uma escolha por modelos de negócio mais resilientes, éticos e orientados para o futuro.

Neste artigo, vamos explorar por que o investimento em ESG é essencial para organizações de todos os portes e setores e como essa jornada pode gerar valor compartilhado e impacto duradouro.

O que é ESG, afinal?

ESG é a sigla usada para descrever os critérios que medem o compromisso de uma empresa com:

  • Environmental (Ambiental): uso responsável de recursos naturais, gestão de resíduos, eficiência energética, combate às mudanças climáticas

  • Social (Social): relações com comunidades, condições de trabalho, diversidade e inclusão, direitos humanos, impactos sociais das operações

  • Governance (Governança): transparência, ética corporativa, práticas de gestão, controle de riscos, combate à corrupção

Em vez de olhar apenas para o lucro, o ESG propõe uma visão mais ampla do desempenho empresarial, considerando como a empresa gera valor para todas as partes interessadas: acionistas, colaboradores, comunidades, fornecedores, governos e o meio ambiente.

Por que o ESG se tornou um imperativo estratégico?

1. Pressão de investidores e consumidores conscientes

Cada vez mais, investidores priorizam empresas que demonstram responsabilidade socioambiental. Fundos e carteiras sustentáveis crescem no mundo todo. Ao mesmo tempo, os consumidores estão mais atentos e exigentes, preferem marcas alinhadas a valores como justiça social, preservação ambiental e ética.

2. Regulação crescente e compromissos internacionais

A regulamentação sobre temas ESG está aumentando no Brasil e no mundo. A Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estimulam governos e empresas a assumirem compromissos concretos com o desenvolvimento sustentável. Estar em dia com as exigências legais e com marcos internacionais é, hoje, questão de sobrevivência institucional.

3. Redução de riscos e aumento da resiliência

Organizações que integram ESG à sua governança conseguem antecipar riscos sociais e ambientais, evitando crises de imagem, prejuízos financeiros e passivos legais. Isso fortalece a resiliência frente a mudanças climáticas, demandas sociais urgentes e transformações no mercado.

4. Atração e retenção de talentos

Colaboradores querem fazer parte de empresas com propósito. Especialmente as novas gerações, como a Geração Z e os Millennials, valorizam empregadores que promovem diversidade, inclusão e impacto positivo. Práticas ESG aumentam o engajamento e a satisfação das equipes.

ESG como fator de vantagem competitiva

Longe de ser um custo adicional, ESG é um investimento estratégico que pode gerar retorno concreto:

  • valorização de marca e reputação

  • fidelização de clientes

  • acesso a linhas de financiamento específicas

  • redução de custos operacionais com eficiência energética e gestão de resíduos

  • maior atração de investidores

  • alinhamento com cadeias de suprimento globais que exigem critérios sustentáveis

Estudos apontam que 76% das empresas que investem em gestão social observam ganhos concretos em reputação e preferência de marca (Harvard Business Review), enquanto desenvolver programas estruturados pode gerar um aumento de 4 a 6% no valor de mercado (Procurement Tactics). Além disso, 92% das empresas retornam seus investimentos nos próprios programas (Ecohz).

O papel do S no ESG: impacto social como ativo estratégico

A dimensão social é muitas vezes a mais complexa e negligenciada. No entanto, é justamente nela que empresas podem criar os vínculos mais profundos com os territórios onde atuam.

A experiência da Rede Matriz Criativa é exemplar nesse sentido. Atuando há mais de 28 anos com gestão social baseada em redes comunitárias, a RMC mostra como o investimento em impacto social bem estruturado fortalece não só comunidades, mas também o negócio em si.

Por meio da metodologia da Célula Sociodinâmica, a RMC ajuda empresas a superarem desafios como:

  • isolamento territorial

  • conflitos com comunidades

  • falta de legitimidade nas ações sociais

  • baixo retorno dos investimentos socioambientais

Com base em escuta qualificada, articulação de redes e construção de soluções colaborativas, são desenvolvidos projetos que geram:

  • fortalecimento da reputação institucional

  • segurança operacional

  • redução de riscos regulatórios

  • valorização da licença social para operar


Casos concretos: ESG na prática

1. Rede comunitária com Enel Ceará e ArcelorMittal

Com 47 municípios articulados, mais de 279 mil pessoas beneficiadas e 500 lideranças formadas, o projeto ampliou o diálogo entre empresas e comunidades, melhorando a qualidade dos serviços e a reputação institucional.

2. Empreendedorismo feminino no Ceará

Apoio à formação de grupos de artesãs, gerando R$ 790 mil de renda adicional em dois anos. Um exemplo claro de como ações sociais estruturadas geram impacto econômico e autonomia para as mulheres envolvidas.

3. Educação ambiental e reciclagem

Com a instalação de ecopontos e mobilização comunitária, o projeto reduziu em R$ 300 mil os custos operacionais em dois anos, além de gerar empregos verdes e diminuir os impactos ambientais.

Como começar a implementar ESG na sua organização

  1. Diagnostique seu contexto socioambiental
    Avalie riscos e oportunidades no território de atuação
    Mapeie atores, comunidades e demandas locais

  2. Defina diretrizes e compromissos ESG
    Estabeleça metas alinhadas aos ODS e à estratégia da empresa
    Promova governança participativa e transparente

  3. Engaje stakeholders internos e externos
    Crie espaços de escuta e diálogo
    Fortaleça lideranças e promova a corresponsabilidade

  4. Implemente projetos com impacto real
    Aposte em metodologias colaborativas e monitoramento contínuo
    Busque parcerias com organizações especializadas, como a RMC

  5. Meça e comunique os resultados
    Use indicadores para avaliar impacto e gerar aprendizado
    Compartilhe conquistas com clareza e sensibilidade


Conclusão

Investir em ESG é investir no futuro. Mais do que cumprir uma obrigação ética, é uma decisão inteligente para empresas que querem crescer com solidez, legitimidade e contribuição positiva para a sociedade.

A Rede Matriz Criativa está pronta para apoiar essa transição, articulando saberes, pessoas e territórios em torno de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e transformador.

Quer entender como aplicar ESG de forma estratégica na sua organização?

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